Os livros de Lars Kepler – O Hipnotista

Data: 18.08.2015  Categoria: Livros  Leitura: 4 minutes 

Quem é Lars Kepler? Bom, Lars Kepler é o pseudonimo de um casa da Suécia, Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. Quando o casal mandou os livros para a editora eles não queriam revelar a identidade pois Alexandra achou que seria muito fácil a editora aceitar a publicação já que ela mesma tem livros publicados individualmente. Não foi a primeira vez que escreveram juntos, mas foi a primeira em que conseguiram terminar.

O estilo do casal é o romance policial, e eu sou apaixonada por este gênero, é um dos poucos em que eu não abandono a leitura no meio. O primeiro livro do casal é o motivo deste post: O Hipnotista.

O hipnotista | Lars Kepler | 480 páginas

O hipnotista | Lars Kepler | 480 páginas

“Todos foram atacados com uma faca – diz Joona Linna. – Devia estar um caos completo lá. Os corpos estavam… estavam em um estado horrível. Foram chutados e espancados. Esfaqueados, claro, muitas vezes, e a garotinha… fora cortada ao meio. A parte inferior do corpo, a partir da cintura, estava na poltrona em frente à TV.”

Só de ler a sinopse já lembro de toda a história, me arrepia e da vontade de ler novamente. O livro tem duas histórias paralelas, a do garoto que o Joona investiga e a do Dr. Erik, o hipnotista que se recusa a hipnotizar o garoto por motivos pessoais. Obviamente esses motivos não são revelados logo de cara.

Um ponto do livro que pode ser negativo para muitos são os flahsbacks que o livro traz. Mistura acontecimentos atuais com outros de 10 anos. A princípio pode parecer confuso e precisa de uma certa atenção, mas não é um martírio, não é complicado e nem tão cansativo. O livro atrai a sua atenção por si só, não é preciso se concentrar muito. Os autores souberam usar os flashback a favor da história, contam tudo na medida e na hora certa. Já peguei outros livros com este tipo de escrita e larguei no meio por achar confuso, o que não aconteceu com este, ele te prende até o final. Nada nem ninguém na história é descartado, todos os personagens e coisas que acontecem são igualmente importantes. É um livro difícil de largar.

Você vai encontrar tensão, violência, muita violência daquelas sangrentas (do jeito que eu gosto). Muita gente odiou o linguajar usado pela dupla, mas isto não me incomodou em nada. Li a opinião das pessoas em comunidades por aí e muitos reclamavam disso e dos flashbacks. Fica a seu critério, só lendo para saber e descobrir se o livro faz o seu tipo ou não. O que posso dizer com toda certeza do mundo é que o livro faz muito o meu tipo!

O livro é bom, fez sucesso, muita propaganda positiva, virou filme (leva o mesmo nome) e você pode até não gostar, mas não porque o livro é ruim – isso seria uma injustiça – mas sim porque não é o tipo de coisa que você gosta de ler.

Sinopse:
“O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chama a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequencia de acontecimentos tem início.”

Submarino – 24,90 |  Americanas – 23,67 | Livraria Cultura – 24,90

 

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