Cover, versão e releitura

Data: 02.11.2015  Categoria: Música  Leitura: 4 minutes 

Recentemente fiz um post com a releitura de uma música das Spice Girls e disse que explicaria a diferença entre o cover, a releitura e a versão que aprendi lendo uma matéria do Ticiano Paludo para a página Backstage. Ele é produtor musical, publicitário, músico, compositor e sound designer (não sabia que esse último existia).

Antes de ir ao que interessa quero deixar claro que não sou dona da verdade, apenas quero compartilhar o que aprendi, e se você tem uma opinião diferente ou algo a acrescentar fique a vontade para deixar seu comentário.

Cover:
Uma banda cover deve tocar e cantar suas músicas de forma fiel à gravação original. Nada de inventar, adicionar ou remover. Nada de mudar arranjo, estilo ou letra. A única coisa que vai mudar aí é quem está cantando a música. Como diz o João Gordo “tocar cover é como ter prazer com o órgão sexual dos outros“. E faz sentido!

Versão:
A versão é muito confundida com a releitura. O uso do termo “versão acústica”, segundo Ticiano, está errado. A versão vive entre os dois mundos do cover e da releitura, a diferença é que no caso da versão os arranjos, melodia musical e timbragem original são mantidos, a única coisa que se altera é a letra. Como quando cantamos uma música em outro idioma. O Ticiano ainda da o exemplo de quando ouvimos antes dos filmes “versão brasileira… Álamo” (tava esperando Herbert Richers?).
Essas versões estão muito fáceis de encontrar no mundo sertanejo. A que logo me lembrei foi da música If (que eu conheço com os Pholhas mas é do grupo Bread). Mas a versão não precisa ser somente traduções, aquelas músicas que a gente vê por aí que a mulherada faz como resposta para as músicas dos homens também são versões.

Ouça essas músicas e perceba o que estou querendo dizer.

If – Bread (original) If – Pholhas (cover) Se – Ch&X (versão)

Muito mais fácil agora né?
Aliás, os Pholhas são reis (pra mim) dos covers e versões. Sou apaixonada por esse grupo!

Releitura:
Na releitura, o que deve ser mantido é ao menos a melodia vocal e a letra, o arranjo é muitas vezes modificado indo de um estilo para o outro, como no caso da música “Além do Horizonte” do Roberto Carlos e Jota Quest. Remixes também podem ser considerados releituras eletrônicas.

E é claro, também existe a mistura de tudo isso.

Híbridos e mistos:
Por exemplo: e se eu pegar a citada “Por Amor” do Yahoo! e tocar com a minha banda, estarei fazendo o quê? Bem, se tocar fielmente, estará fazendo um cover do Yahoo! que fez uma versão do Whitesnake.
Se alterar o arranjo e estilo musical, estará fazendo uma releitura do Yahoo! em cima de uma versão do Whitesnake.
Se mantiver o arranjo e cantar em chinês, estará fazendo uma versão em cima de uma versão.
Se utilizar o fonograma original do Yahoo! e remixá-lo, estará fazendo um remix do Yahoo! sobre uma versão realizada pelo Yahoo! do Whitesnake.

No final o Ticiano adicionou mais uma observação:

Nos casos de álbuns americanos e ingleses, é comum ler-se acoustic version, pois o termo remake (que seria a releitura) não é muito utilizado. No entanto, quando ler acoustic version leia e assimile como “releitura acústica”.

Mas o que fica mesmo pra gente é a palavra “versão” pra tudo, já estamos acostumados a ver isso em todos os lugares e não sei se eu falaria pra alguém “você já ouviu a releitura dessa música?”.


Você pode ler a matéria completa aqui.

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