Livro: Não conte a ninguém

Data: 10.12.2015  Categoria: Livros  Leitura: 5 minutes 

Este é um livro que descobri por acaso, como a maioria dos que compro. Não tenho o hábito de perguntar para amigos então eu vou até a livraria e passo horas lá procurando alguma coisa, mas faço isso porque gosto. Chego na Livraria Cultura, vou até a prateleira de gênero policial e lá começa a minha escolha, levo sempre o que aparenta ter mais sangue.
Tenho o interesse por livros assim desde quando li O Xangô de Baker Street do Jô Soares, eu era muito nova, não sei nem como conseguia segurar aquilo, ainda pequena fui pra Sidney Sheldon com o Fantasma da Meia Noite e depois com Um capricho dos deuses.
Dessa vez eu entrei e fui direto encontrar algum funcionário daquele setor e disse: “Gosto de livros policiais, com bastante suspense e muito sangue. O que você tem pra me indicar?”. Vi a felicidade estampada no rosto do cara!

O cara se animou e me mostrou vários títulos e como sou influenciável neste sentido, levei todos pra casa. Não me lembro de quantos foram no total mas até agora eu li 2 e adorei, um desses é o Não conte a ninguém do Harlan Coben, foi o primeiro que o funcionário me indicou e disse que era muito bom e foi o primeiro contato que tive com o autor e me apaixonei pela forma que ele conta a história. De fato, a história tem muito suspense e drama.

A história é bem contada e não tem marasmo nenhum, as coisas acontecem e o autor não fica enrolando entre um capítulo e outro. Os livros dele seguem esse gênero; suspense e mistério. O livro foi lançado nos EUA em 2001 e aqui no Brasil em 2009 e se tornou o best-seller dele até hoje. Pra quem não gosta de ler, tem filme Ne le dis à personne.

Depois deste livro mais 9 romances autônomos foram escritos e o Confie em Mim foi seu primeiro a estrear em 1º lugar na lista do New York Times Best Seller. O próximo livro do autor que está na minha lista é o Não há segunda chance, me chamou atenção pelo título e o autor acha que este foi o melhor que já escreveu. Mas chega de falar do autor e vamos falar do livro.

Não conte a ninguém | Harlan Coben | 256 páginas

Sinopse: 

Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

A história é super envolvente e te prende do começo ao fim, você não tem que empurrar a leitura em nenhum momento e cada página que lia era com o coração acelerado, tensa, torcendo para que tudo desse certo e descobrissem logo a verdade.

Essa é uma das minhas partes favoritas do livro, talvez por também odiar esses “lugares-comuns” que as pessoas insistem em nos dizer:

“Comecei a chorar de imediato. A soluçar incontrolavelmente. Solucei daquele jeito durante quase uma semana, sem trégua. Solucei durante o funeral. Não deixei ninguém me tocar, nem mesmo Shauna ou Linda. Eu dormia sozinho em nossa cama, enterrando a cabeça no travesseiro de Elizabeth, tentando sentir o cheiro dela. Percorria seus armários e apertava suas roupas contra o rosto. Nada disso me confortava. Era uma sensação entranha e doía. Mas era o cheiro dela, uma parte dela, de modo que não conseguia me conter.

Amigos bem-intencionados – esses são os piores – diziam os clichês usuais, por isso posso alertar você: simplesmente exprima suas profundas condolências. Não me diga que ainda sou jovem. Não me diga que vou ficar bem. Não me diga que ela está num lugar melhor. Não me diga que sua morte faz parte de algum plano divino. Não me diga que tive sorte de viver aquele amor. Cada um desses lugares-comuns me deixava furioso. Eles só me faziam – sei que você vai me achar cruel – pensar no idiota que estava dizendo aquilo e me perguntar por que ele ou ela ainda respirava enquanto Elizabeth apodrecia.

Eu vivia ouvindo aquele besteirol de “melhor ter perdido a pessoa amada do que nunca ter vivido um grande amor”. Outra besteira. Acredite, não é melhor.

Não me mostre o paraíso e depois o destrua. Pode ser egoísmo meu, mas foi isso o que aconteceu.”

O pior do livro foi o final; foi triste ver o livro acabar!

Comentários

Be kind / Be nice

Seja o primeiro a comentar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CommentLuv badge

%d blogueiros gostam disto: