Me afastando do que faz mal

Data: 19.01.2016  Categoria: Pessoal  Leitura: 5 minutes 

Me afastei de tudo o que me cansa e me aproximei de tudo o que me faz bem de alguma maneira. Pessoas, coisas, comidas, hábitos e redes sociais. Fui diminuindo o uso aos poucos e quando fui ver já estava ficando irritada com o celular tocando por qualquer motivo.
Aquela ansiedade pra ver o que estavam me mandando, onde estavam me marcando e o que queriam falar comigo sumiu!
Mando mensagem apenas se tiver algo a dizer; aquele “Oi, como vai você?” apenas pra mostrar que está viva não me agrada; ele sempre vem com um silêncio depois. Acho que se você vai mandar uma mensagem dessa e ficar calada depois, é melhor não mandar nada.
Digo apenas o que tenho a dizer, e se o que eu tenho a dizer é um simples “sim” ou “não” é o que vou dizer; não vou florear para parecer mais doce. Se me marcaram em algo que não quero eu tiro a marcação e ainda falo que não quero esse tipo de coisa; não sofro mais só pra parecer educada e legal. Não sofro mais pra agradar os outros e desagradar a mim.

Na hora de ser “rebelde” e tomar atitude saindo de dentro de um carro pra seguir o caminho que quer está tudo certo. Mas quando é o outro fazendo isso a pessoa é louca e tem que se tratar.

Não sei dizer quando, onde, como e porque exatamente tudo isso começou; foi natural, foi acontecendo. Será que estou virando uma velha chata? Realmente não me importo.
Como eu disse, estou me afastando naturalmente das coisas que me irritam e drenam minhas energias e me aproximando naturalmente das coisas que me fazem bem.
Suporto muitas coisas, mas aprendi que não tenho que suportar tudo e todo mundo. Se não está me fazendo bem suportar aquilo, deleto, bloqueio, vou fazer outra coisa, viro as costas e saio andando.
Acho que descobri o que realmente importa para mim, o que realmente me agrada, o que eu realmente quero e quem realmente sou. Descobri o que quero pra mim e quem eu quero do meu lado, que tipo de pessoa quero do meu lado e que tipo de coisas quero conversar com alguém.
Descobri que se não me satisfaz não tem porque continuar onde estou. Descobri que se não me acrescenta em nada não tem porque continuar ao meu lado.

Os nossos valores mudam, os nosso objetivos também.

Porque?
Pois no momento em que eu importei com as coisas e deixei que elas me afetassem, no momento em que deixei que as pessoas fizessem o que queriam com a minha vida, com os meus dias e com as minhas decisões eu fiquei mal. Não só de “coração”, triste pelos cantos; fiquei mal de verdade. Fiquei mal psicologicamente, fiquei mal fisicamente. Pedra no rim, infecção na urina, dores de cabeça todos os dias, cansaço sem fim, comendo compulsivamente, comendo exageradamente, ganhando uns quilinhos (talvez gramas mesmo), organismo todo louco e desregulado. Sentir arrepios e um tsunami de stress ao ouvir o nome de alguém e ver que é ela te ligando ou mandando mensagem, te deixando com tremedeira. Foi a gota d’água, não quero uma úlcera pra mim.

Descobri que estava andando com as pessoas erradas nos lugares errados. Eu não estava onde eu queria estar, eu estava onde queriam que eu estivesse e quando queriam. Eu não estava falando o que eu queria falar, estava falando o que queriam ouvir pra evitar briga boba; pois se você não está agradando então é a pior pessoa do mundo. Eu não estava conversando sobre as coisas que eu queria conversar, eu estava apenas indo na onda. Eu ficava nervosa pois ficava quieta prestando atenção no que o outro estava falando mas nunca chegava a minha vez de falar, na primeira frase já me cortavam pra dizer que eu estava errada ou que eu sou isso e aquilo sem ao menos me deixarem concluir o que queria dizer. E isso estava me fazendo muito mal; isso tudo estava me machucando demais.
Eu não estava conversando com gente que queria discutir idéias de forma legal e séria, eu tava conversando com gente que queria ter razão e que queria levar tudo para o lado da brincadeira e zoação, te ridicularizando e te chamando de N coisas por ter uma opinião contrária (Sem nem saber mesmo se você tinha uma opinião contrária pois não me deixavam terminar uma frase).

Confesso que tudo isso que aconteceu ainda me faz mal. Revivo todos esses momentos “errados” como se tivesse sido ontem e todas as sensações ruins voltam. É nessa parte que preciso de ajuda, com as lembranças. Mas aprendi a ser mais seletiva, a escolher melhor as minhas amizades e não deixar alguns bons anos pesar nessas decisões. Longevidade não é sinônimo de qualidade e felicidade.

Passei por situações “perigosas” e que não queria só pra agradar amigos; onde a reciprocidade não existia. Infelizmente quando a gente percebe o mal que algumas pessoas e situações nos causam já é tarde, é porque já passou da hora de fazer alguma coisa e eu resolvi fazer. Resolvi fazer a limpa no guarda-roupa da vida e jogar fora o que já não estava servindo mais antes que pegasse um câncer.

Comentários

Be kind / Be nice

  • Stress, frustração, angústia, raiva, exaustão, desânimo, tristeza, vazio e conflito intrapessoal. Tem sido quase cotidiano, não simultâneo, o que torna tolerável. O que a gente tolera, guardamos para si. É uma bomba sendo criada, eventualmente tudo passa a incomodar e…
    Ao longo dos anos tenho tentado me afastar, nem que seja aos poucos, das coisas e pessoas que me causam isto, mas nem tudo é possível. Muitas vezes levamos muito tempo para se dar conta do que realmente está acontecendo, tarde demais, estrago já está feito.
    Enquanto tento me afastar, também tento me reaproximar das que me fazem bem. Porém, os sentimentos e sintomas citados logo na primeira linha, acabam me afastando destas também. Afastamento vem de ambos os lados. Ninguém quer alguém em conflito por perto, tampouco quero estourar para o lado errado.

    • Nem pense em voltar por conta dos outros, mas só se você quiser muito! Quando não depende só da gente é muito ruim mesmo, acho que é pior pois você não consegue fazer nada, mas já que não consegue se afastar de vez tente ao menos se mantes mais distante dessas pessoas.
      Beeeijos! =* saudades de ver você por aqui!

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