O monstro da ansiedade

Data: 07.03.2017  Categoria: Pessoal  Leitura: 3 minutes 

Eu penso em demasia, mas sempre nas coisas ruins, nas coisas que não aconteceram ainda, e nas que provavelmente não irão acontecer. Estou no nível que vai além do “sofrer por antecipação”, pois eu sofro de verdade com momentos e conversas que estão apenas na minha cabeça. Mas eu sei que elas estão apenas ali, eu sei que tudo aquilo não passa de imaginação.

Mas eu não aguento, sofro tanto que acabo colocando todo a dor e dúvida para fora sem querer e da pior forma possível. Buscando nos outros a calma e certeza que eu mesma deveria ter, pedindo aos outros que me provem que nada daquilo é real. Estrago a paz mesmo sem querer. No final, vou sempre me culpar.

Ansiedade é mais que esperar por algo bom que vai acontecer, é bem mais quer querer uma resposta rápida de alguém, é muito maior que um frio na barriga. Ansiedade dói, te atrapalha, atrapalha as pessoas que estão por perto. A ansiedade me causa medos que me fazem deixar de viver mais leve. A ansiedade me faz estragar algo bom com o meu sofrimento excessivo, a menor ideia de que tudo pode dar errado e que sufoca. E pelo visto sufoca a todos.
Mas não é culpa minha, por favor, não me culpe pelos excessos causados pelos meus medos. Às vezes parece real demais.

Por favor, não me culpe pelo sofrimento que causo a mim e que reflete em você, não faço por mal. Eu sofro, sofro com a dúvida e a incerteza mais que uma pessoa normalmente sofreria. Sofro por antecipar tudo o que pode dar errado. Sofro por imaginar da forma mais vívida possível todas as situações ruins. O medo é angustiante.

Sou meu próprio monstro, e tenho que parar de buscar nos outros o herói que vai me salvar dele. Preciso ser meu próprio Hulk e transformar esse monstro dentro de mim no herói que preciso ser. E preciso ser agora, pois não quer perder mais nada, nem mais ninguém. Preciso deixar de viver com medo… preciso viver.

Esses dias recebi por e-mail a seguinte mensagem que me fez entender que eu tinha que parar de pensar nessas coisas e problemas que nem existem mas que fazem parte de um problema maior, a ansiedade:

 “Uma psicóloga estava caminhando pela sala de aula, enquanto ensinava uma classe de alunos dedicados a lidar com o estresse. Enquanto ela levantava um copo d’água, todos esperavam que ela fosse perguntar o dilema do ‘copo meio cheio ou meio vazio’. Ao invés disso, com um sorriso no rosto ela perguntou: ‘Quanto pesa esse copo com água?’. As respostas variaram de 200 até 400 gramas.

Ela respondeu: ‘O peso de verdade não importa. Tudo depende de quanto tempo eu vou segurá-lo. Se eu segurar por um minuto, não há problema. Se eu segurar por uma hora, meu braço irá doer; e se eu segurar por um dia, meu braço ficará dormente e paralisado. Em cada caso, o peso do copo não muda, mas quanto mais o segurar, mais pesado ele irá ser.’

Ela continuou: ‘O estresse e preocupações da vida são como este copo d’água. Pense sobre eles por um tempo e nada acontece. Pense sobre eles um pouco mais e começará a incomodar; e, se pensar sobre eles o dia todo, irá se sentir paralisado – incapaz de fazer algo.’ Sempre se lembre de pôr o copo na mesa.”

E eu preciso colocar o meu.

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