O passado sempre da um jeito de se manter presente.

Data: 08.01.2019  Categoria: Livros  Leitura: 2 minutes 

Encontrei esse rascunho de junho de 2017. Daqui a pouco será junho de 2019 e eu ainda não publiquei o que gostaria de publicar.

Lembro que tinha muitas idéias do que escrever sobre esse trecho do livro, e agora me fugiram todas e acabei deixando a oportunidade passar, em junho de 2017 eu ainda tinha emprego e eu nem imaginava as coisas que dariam errado dali pra frente.

Quando algo de 1857 ainda é atual:

“Desejava um filho; ele seria moreno e forte, ela o chamaria de Georges; e essa ideia de ter como filho um macho era a vingança em esperança contra todas as suas impotências passadas. Um homem, ao menos, é livre; pode percorrer as paixões e os países, atravessar os obstáculos, gozar os prazeres mais distantes. Mas uma mulher é continuamente impedida. Inerte e flexível ao mesmo tempo, tem contra si as fraquezas da carne e as dependências da lei. A sua vontade, como o véu de seu chapéu amarrado a um cordão, palpita aos quatro ventos; há sempre um desejo que a atrai, alguma conveniência que a impede.”

(FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary, São Paulo, 2014, p.119)

O livro Madame Borary foi um dos livros que mais gostei de ler. Pretendo reler este ano, assim que terminar de ler todos os outros que comprei e disse que leria. 2019 será o ano de colocar a roda pra girar, terminar o que comecei, cuidar de mim, ser quem sou, ler os livros e as revistas que assino e já nem tiro da embalagem pois sei que vou demorar pra ler.

Com a política em frangalhos ao menos a minha vida tem que estar em ordem para não virar o caos total.

Comentários

Be kind / Be nice

Seja o primeiro a comentar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CommentLuv badge

%d blogueiros gostam disto: